Category Archives: Semana de Design

III Festival do Meio Minuto

Aproveitem a oportunidade para participar do maior prêmio universitário de publicidade de JF. Serão três categorias, todas ligadas às novas tecnologias. Adicionem @Festmeiominuto

Informações III FESTIVAL MEIO MINUTO

CATEGORIAS

– Rádio – 30″ | Esquete|Jingle|Testemunhal|

– TV – 30″ |Institucional|Varejo|Teaser|Transmídia*

– Mídia Indoor Interna – restrição de áudio – 30″

#Caríssimos, trabalhem as linguagens que cada veículo tem como característica fundamental.

* Acho possível criar vts que não se restrinjam à TV, principalmente, de massa. É possível segmentar o conteúdo, inclusive criando laços com outros ambientes. O exemplo abaixo tem 1´, mas vale para a identificação dessa ideia.

[Youtube=http://www.youtube.com/watch?v=O8PBPj4T_vY]

Mandem Ver!

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Estágio em Produtora

Produtora de vídeo (Juiz de Fora) procura estagiário com prática e portfólio em ADOBE AFFTER EFFECT e PHOTOSHOP (a partir CS3).

20 horas semanais

REMUNERADO

Interessados, entrem em contato pelos “comentários” e enviem links com vídeos e outros trabalhos (mesmo os de faculdade e autorais).

A Guerrilla na sociedade contemporânea

Hoje, estarei em uma oficina na III Semana de Design da Estácio. A princípio, teremos um pouco sobre o que está acontecendo nas comunicações, o que cada um pode fazer enquanto produtor de conteúdo e sentido social, além, é claro, de stencil, graffiti, cidades e web.

Como texto inaugural da oficina, um belo ensaio sobre Guerrilla da Doutora em Artes Priscilla de Paula, cujo material irá nos auxiliar em sala de aula. Priscilla tem um blog muito interessante sobre arte visite!

Aqui, o link original do texto que segue. Faça também, o download da aula de Graffiti & Guerrilla, também no blog da professora.

Graffiti & Guerrilla: comunicação visual na cidade contemporânea – Priscilla de Paula (@PridadePaula)

A guerrilla é um fenômeno que desorganiza a programação visual institucionalizada pela industria cultural e pela sociedade de consumo nas cidades contemporâneas. Usando recursos semelhantes aos da publicidade, a guerrilla é inovadora pois faz da transgressão seu melhor aliado, seja por ocupar espaços proibitivos, seja por se apropriar, traduzir e esvaziar os meios de comunicação de massa de suas funções originais. Podemos entender a guerrilla como conjunto de interferências visuais urbanas, contemporâneas, realizadas por coletivos ou indivíduos anônimos em sua grande maioria. Pode apresentar-se na forma de pinturas, adesivos, cartazes ou panfletos, podendo chegar algumas vezes à forma de interferências tridimensionais, ocupando atualmente um lugar importante no cotidiano de nossas vidas urbanas.

Se a publicidade, por um lado, tem lugar em um quadro perfeitamente delimitado – lugares institucionalizados e pagos que lhe conferem autoridade e legitimidade para existir no entorno urbano e humano; já os modelos de interferências urbanas informais e artísticas se caracterizam pela ausência de um marco próprio, e isso já constitui sua especificidade, um elemento importante de sua concepção tornando-se, pois, mais um atrativo que uma deficiência. Neste sentido, detectamos um uso indiscriminado do espaço público que acaba por ser transgressor ao passo que se apropria de superfícies públicas não destinadas para estes fins: desde paredes de edifícios, até espaços publicitários reservados, ou mobiliário urbano (orelhões, pontos de ônibus, caixas de correios, etc.) e em casos extremos em monumentos e em patrimônio público. Algumas interferências, por terem um aspecto estético mais atraente que outras, costumam ser mais toleradas.. Porém, a guerrilla realiza sua tarefa reivindicativa e assume seu verdadeiro caráter transgressor diante de uma sociedade que determina praticamente todas as formas de atuação e de comunicação: controlando os meios de comunicação existentes, controlando o que podemos dizer e o que não podemos, até onde podemos dizer e onde não podemos.

Atualmente, as associações entre guerrilla, graffiti e arte pública produzem mais sentido do que nunca, uma vez que as formas de produção visual contemporâneas não têm mais que responder a um modelo de narrativa fechado e excludente. Assim, graffiti, guerrilla e arte se tornam expressões híbridas e podem ser analisadas e diferenciadas, se necessário for, a partir de elementos que a própria arte vem apropriando para si.