Plano de Comunicação para Agência Experimental

Descreva o que é a agência experimental e o que ela representa – responda como se ela fosse uma empresa de serviço. Caso tenham dúvidas procurem no Google o institucional de agências locais ou nacionais. Há um post no blog – jfblogs.wordpress.com que traz os links das agências locais. http://migre.me/1H1xN – existe também uma nova agência , a Buena Vista, segue o link: http://migre.me/1H1DK.

O objetivo geral é aperfeiçoar a prática de empreendedorismo através das oportunidades oferecidas pelas ferramentas de comunicação da WEB. Uma agência precisa de um escritório. Os blogs podem sê-lo.

 

1)       Nome:

2)       Categoria (s) – Nicho(s) de Mercado(s) – Aqui responda em qual área a agência atuará, tanto do marketing quanto da Sociedade de Informação & Consumo – Escolher dentro do mercado de serviços, um segmento para se especializar. Exemplos:

Publicidade | Esportes convencionais – radicais – inusitados | Política nacional – de base – conscientização | Informação análise e distribuição | Variedades |  Cultura e Entretenimento – cinema – TV – música – teatro – dança | Consumo – carros – casas – coisas – livros – poemas – ferramentas – locais de consumo – restaurantes | Religião | Esoterismo |

Outros exemplos:

(móvel/calçados/construção/informática etc):

 

Cada um desses mercados possui um tipo de CONHECIMENTO e de pessoas que querem se informar sobre. A agência será uma das partes, a que alimenta de conhecimento o público consumidor. A partir daí, poderá atrair empresas e pessoas que precisam se comunicar com esse público. Além disso, poderá forma uma parceria, criando conteúdo no blog da agência, além de auxiliando a construção de identidade do cliente na web – blog, Twitter, Facebook e Orkut.

 

3)       Descreva suas principais características – quais tipos de estratégias e ações a agência pode desenvolver – Propaganda, Promoção, Relações Públicas, Assessoria Web – analista de mídia social, Mídias Alternativas, Marketing de Guerrilha, Marketing Direto, Social, Cultural etc.

4)       Linguagens (logo, layout, texto, Imagens, fotos, vídeos institucionais, virais, slides, enquetes, links, mídias sociais)

5)       Locais de uso – como o cliente pode utilizar os serviços da agência:

6)       Formas de uso e de consumo, por escala de importância:

7)       Preços ao canal de distribuição e ao consumidor – serviços gratuitos!

8)       Matérias-primas e componentes principais – quais conteúdos podem ser abordados?

9)       Qual a imagem que a agência poderá ter no mercado? Justifique.

10)   Quais as características que apontam a agência como inovadora?

11)   Quais os principais mercados para a agência?

12)   Quem consome o produto/serviço desse mercado e da agência?

13)   Quem decide a compra do produto/serviço?

14)   Quem consome/usa o produto/serviço. Sexo, classe econômica, faixa etária, nível de escolaridade, estado civil, número de filhos e ocupação profissional.

15)   Por que o consumidor compra este produto?

16)   O público é massificado ou específico? Explique:

17)   As razões de compra são racionais ou emocionais?

18)    Em que local o conteúdo é consumido?

19)   Como será feita a distribuição deste conteúdo online e offline?

20)   Quais são os canais de comunicação pelos quais o produto será anunciado? Justifique.  (Web/Redes Sociais Etc)

21)    De que forma ele será anunciado (propaganda institucional/promoção de varejo/relações públicas/ vendedores diretos/) ?

22)   Como será a promoção de lançamento? Online e Offline.

23)   Quais os principais pontos positivos deste produto/serviço?

24)   Quais os principais pontos negativos deste produto/serviço?

25)   Qual é o posicionamento – o que o consumidor e o produtor pensam sobre o produto/serviço a ser comunicado?

26)   Quais os pontos positivos que podem ser ressaltados de forma secundária na comunicação do produto/serviço?

27)   Quais os pontos negativos que devem ser evitados na comunicação?

28)   Qual é o fator principal que conduz à necessidade da criação de uma campanha?

29)   Qual é a verba para veiculação do produto?

30)   Quais as peças que devem ser desenvolvidas, tamanhos e respectivas quantidades?

31)   Faça uma lista rigorosa de tipos de empresas que fazem parte do nicho de mercado e relacione uma lista com potenciais clientes – empresas locais que poderiam se enquadrar  nesse nicho.

Ex.: Nicho: MEDICINA

Empresas/Instituições/Interessados:

– Hospitais, Clínicas, Laboratórios, Faculdades, Profissionais da Saúde, Órgãos estatais, Pacientes

– Monte Sinai, Santa Casa de Misericórdia, João Penido, Albert Sabin

Etc

Anúncios

Incorporar vídeos aos posts

O WordPress permite que você incorpore às mensagens vídeos locados no YouTube, Google Videos e outras ferramentas do gênero. Para colocar um vídeo do YouTube no corpo do seu texto basta copiar o link do mesmo, clicar no botão marcado

Vá em “Inserir URL” e cole o endereço do YouTube.

RESULTADO:

Etapas para a construção de um Blog

Válidas para blogs WordPress.com

1 – Crie Nome/Título, Domínio e Descrição

  • O domínio é permanente, título e descrição, não.
  • Pense no porquê deste blog. Qual é o seu intuito. Quais áreas do conhecimento quer abordar – isso ajuda na escolha do nome.

2 – Escolha um tema (template/layout) – Coluna à esquerda – `Aparência/Tema´

  • Cada tema tem sua peculiaridade e pode ou não modificar cor/fundo cabeçalho, etc.
  • Pense no assunto abordado pelo blog e a relação com a possível identidade visual.

3 – Crie uma página insticional, explicando o que é o blog, o que pretende com o mesmo; Crie também uma página sobre você, seu perfil.

Comando: Coluna à esquerda – ‘Páginas/Adicionar Nova’ e/ou ‘Páginas’ editar ‘About’ (página criad automaticamente pelo wordpress.com)

4 – Crie os três primeiros posts

  • Os posts podem conter textos, vídeos, fotos, imagens, links e outros conteúdos.
  • Cada mensagem (post) deve corresponder a uma ou mais Categoria – Corresponde a grandes tópicos do blog.

Ex1: Blog de Música – Categorias – Rock/Alternativo/Reggae/Jazz

Ex2: Blog de Esportes – Categoria – Futebol/F1/Volei/Basquete

  • Cada mensagem pode ser etiquetada com ‘tags’ – palavras-chaves que relacionam diretamente com o conteúdo do texto. São expressões utilizadas especificamente em cada post.

Ex.: Post sobre jogo de futebol. Tags: Times, Estádio, Campeonato, Goleadores, etc

5 – Crie 10 links

Comando: Coluna à esquerda – Links/Adicionar Novo

Crie uma categoria de link geral ou divida seus links em vários segmentos.

Exemplos de categorias de links: Blogs (Links para Blogs); Sites (Links para sites); Amigos (link para blogs/sites de amigos).

Após criação das categorias e dos links, vá em Aparência/Widgets e arraste a barrinha “links” da coluna central para área de widgets do canto direito do painel de controle. Veja a figura abaixo:

Objetivos e Ferramentas de Publicidade Online

OBJETIVOS DA PROPAGANDA NA INTERNET

Formar atitudes -> Criar consciência de marca, produto e serviço
Transmitir Conteúdo -> Fornecer informações detalhadas sobre empresa, produto e serviço
Solicitar Resposta -> Incentivar o feedback e a retransmissão do conteúdo
Possibilitar Transação -> Comércio eletrônico
Incentivar Retenção -> Relacionar-se com o consumidor/fidelizar

FERRAMENTAS UTILIZADAS NA PROPAGANDA ONLINE

Site -> Endereço eletrônico institucional, com informações relevantes sobre a organização, assim como ferramentas de interação com o público
Hotsite -> Site específico de Produtos/Serviços ou ações. Geralmente, utilizado com planejamento temporal – data para entrar e sair do ar
Banner Eletrônico -> Compra de espaço (pixel) em sites e blogs de terceiros, geralmente portais (muitos acessos) ou sites/blogs de nichos, frequentados pelo público-alvo. Há variação de formato, localização e linguagem (estático, rotativo, interativo)
E-Mail Marketing -> Mala direta eletrônica; e-mail como ferramenta de marketing online
Blog -> Site de relacionamento com variados públicos e local criação de conteúdo mais espontâneo e sincero que pode ou não, estar diretamente associado a um produto ou serviço oferecido pela empresa.
Post Pago em Blogs -> Utilização de espaços de conteúdo (texto, imagem, vídeo) em blogs para divulgação de eventos, ações, novos produtos, serviços, relacionamento etc. Deve ficar claro para o leitor que a mensagem é um publieditorial – ou seja, não foi colocada ali de forma totalmente espontânea e imparcial.
RP em blogs/mídias sociais -> A criação e divulgação de conteúdo relevante pode se transformar em mídia espontânea. Blogs necessitam de conteúdo, portanto, ações relevantes, geralmente, são reproduzidas de forma espontânea por blogueiros ou hard users.
Serviços Google -> AdWord: Anúncios a partir de busca por palavras
                                          -> AdSense: Anúncios em sites, blogs e redes sociais, ligados tambémà busca por palavras
Redes Sociais -> Perfis, Canais e comunidades em redes como Orkut / Facebook / Twitter / YouTube / Flickr
                -> Utilização para viralização, distribuição de conteúdo; relacionamento com público, promoções e vendas.
Advergames -> Jogos publicitários disponibilizados na Web. Trabalha a experiência e a interação entre o usuário e a marca envolvida.
Criação de Conteúdo -> Vídeos, PodCasts (Programas de rádio, áudio), Imagens e fotos – Criação/apoio/promoção de conteúdo relevante e que pode ser retransmitido para as redes de usuários.
Crossmídia – este termo é utilizado mais em relação a utilização de várias mídias em uma mesma campanha. Entretanto, pela Internet ser uma hipermídia, podemos utilizá-lo quando caracterizamos uma ação que envolva várias formas de publicidade online. Ex.: Um vídeo é postado no YouTube e em um site oficial de uma empresa; Em seguida, vai para um blog e tem seu link anunciado/comentado nas redes sociais. Em um portal de notícias, um banner convida o usuário a assistir ao vídeo. E-mails são enviados anunciando a ação.

Temporada de caça aos blogs!

Um lista de blogs dos mais variados – clique na imagem!

Topologias de rede – AUGUSTO DE FRANCO

Conteúdo origial em Augusto de Franco

Topologias de rede

A distribuição (I) cresce com o número de conexões (C). E descresce com o crescimento de nodos desconectados e de conexões eliminadas, porém em razões distintas. Eliminar um nodo pode, em alguns casos, desconectar apenas mais um nodo e, simultaneamente, muitas conexões. O número de conexões eliminadas com a eliminação de um nodo é – na razão direta do número de nodos da rede (N) – muito maior do que o número de nodos desconectados. As duas variáveis – D e E – comportam-se, assim, de modo diferente para efeitos de distribuição.

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‘Carta Rede Social’, ex-‘Carta Capital Social’ (e antiga ‘Carta DLIS’) é uma comunicação pessoal de Augusto de Franco enviada quinzenalmente, desde 2001, para milhares de agentes de desenvolvimento e outras pessoas interessadas no assunto, do Brasil e de alguns países de língua portuguesa e espanhola. A presente ‘Carta Rede Social 168’ está sendo encaminhada para 10.194 destinatários.

Prezado(a) Leitor(a)

Passei os últimos dias mergulhado numa investigação sobre topologias de rede. Creio que encontrei algumas coisas interessantes, ainda que usando um formalismo matemático elementar (o que, nesse caso, é até bom): formulei uma equação para calcular o índice de distribuição de uma rede e também uma matriz topológica para caracterizar inequivocamente as configurações possíveis de uma rede (da totalmente centralizada à totalmente distribuída). Nesta ‘Carta Rede Social 168’ vou tentar fazer um resumo dos primeiros resultados desses trabalhos (que ainda precisam, certamente, passar por uma revisão cuidadosa).

É certo que agora, para avançar mais, preciso de ajuda. Estou, há muitos anos, afastado das abordagens matemáticas. Imagino que na Escola-de-Redes possamos exercer a ajuda-mútua nessas investigações. Para quem não sabe, a Escola-de-Redes é uma rede de pessoas dedicadas à investigação teórica e à disseminação de conhecimentos sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving. Para saber mais clique em http://www.escoladeredes.org Para se conectar clique em http://escoladeredes.wordpress.com

REDES DISTRIBUÍDAS E REDES CENTRALIZADAS

Em uma carta anterior já escrevi que, a rigor, não podemos falar em redes distribuídas ou redes centralizadas (monocentralizadas ou multicentralizadas, quer dizer, descentralizadas). Deveríamos falar em graus de distribuição (ou, inversamente, em graus de centralização).

Vamos retomar, para começar, os diagramas propostos originalmente por Paul Baran em um documento em que descrevia a estrutura de um projeto que mais tarde se converteria na Internet:

Baran, Paul (1964). “On distributed communications: I. Introduction to distributed communications networks” in Memorandum RM-3420-PR, August 1964. Santa Mônica: The Rand Corporation, 1964.

Os mencionados diagramas foram reunidos e melhorados por Rodrigo Araya e divulgados por David de Ugarte (2007) no livro “O poder das redes” (Porto Alegre: ediPUCRS/CMDC, 2008):

Para saber mais sobre Paul Baran clique no link abaixo:

http://www.ibiblio.org/pioneers/baran.html

Para ler o trabalho original de Paul Baran (1964), onde aparecem pela primeira vez seus famosos diagramas, faça o download do memorandum clicando no link abaixo:

http://www.rand.org/pubs/research_memoranda/2006/RM3420.pdf

Pois bem. Rede centralizada é aquela que configura o padrão um-com-todos, enquanto que rede distribuída é aquela que configura o padrão todos-com-todos.

Entre a monocentralização (o grau máximo de centralização, que no diagrama de Baran aparece como rede centralizada) e a distribuição máxima (todos os caminhos possíveis, correspondendo ao número máximo de conexões para um dado número de nodos – que não aparece no terceiro grafo do diagrama de Paul Baran, por razões de clareza de visualização), existem muitos graus de distribuição. É entre esses dois limites que se realiza a maioria das redes realmente existentes.

Portanto, não parece muito consistente falar de rede centralizada ou rede distribuída, a não ser, em termos matemáticos, como limites. A partir de certo número de nodos, nenhuma rede social real consegue ser totalmente centralizada (isso seria supor a inexistência de conexões entre os nodos, mas apenas de conexões entre o nodo central e os outros nodos). Ora, a partir de certo número de nodos é impossível que isso aconteça, pois é o próprio tamanho (social) do mundo que impõe um determinado número mínimo de conexões entre quaisquer nodos escolhidos aleatoriamente. Assim, mesmo que não queiramos, os nodos ligados a um centro tendem também a estar ligados entre si em alguma medida. Esse número de nodos a partir do qual uma rede não conseguirá mais permanecer centralizada depende do mundo em que se está, dos seus graus de separação.

O mesmo vale, mutatis mutandis, para as redes com topologia considerada descentralizada. Existem diferentes graus de descentralização. Mas o menor grau de descentralização já é (localmente falando) um grau de distribuição. A descentralização máxima coincide com a distribuição (quando cada centro coincidir com cada nodo, é óbvio). Distribuir é des-con-centrar. A rigor, portanto, mais de um centro já des-con-centra. Há um problema com o segundo grafo de Baran (o da rede descentralizada). Os nodos conectados a cada um dos múltiplos centros não costumam estar totalmente desconectados entre si como aparece no segundo grafo de Baran (quer pensemos em filiais de uma empresa multinacional, quer pensemos em um partido de células).

Não se trata apenas de encontrar uma fórmula matemática, porque não existe um número ideal para uma rede poder ser considerada distribuída (a não ser o número total de conexões possíveis entre seus nodos, correspondendo ao grau máximo de distribuição).

O assunto merece um tratamento mais cuidadoso. Precisamos de um índice de distribuição de rede e, além disso, de uma maneira inequívoca de caracterizar uma topologia de rede.

ÍNDICE DE DISTRIBUIÇÃO DE REDE

As investigações que venho fazendo me levaram a propor um Índice de Distribuição de Rede (I):

I = (C – D).C/E —-> [Equação 1]

Na equação acima:

C = Número de conexões

D = Número de nodos desconectados com a eliminação do nodo mais conectado (sem contar este último)

E = Número de conexões eliminadas com a eliminação do nodo mais conectado.

Quando esse índice é mínimo (I = 0) temos uma rede centralizada (o caso limite de uma rede totalmente centralizada).

Quando esse índice é máximo (I = Imax) temos uma rede distribuída (é o caso limite de uma rede totalmente distribuída).

É claro que o Índice Máximo de Distribuição (Imax) pode ser calculado a partir do número de conexões (independentemente da configuração particular que assume a rede). Enquanto que o Índice Mínimo de Distribuição (Imin) será sempre igual a zero (correspondendo a uma rede totalmente centralizada).

Assim, para calcular o Imax (rede totalmente distribuída), pode-se aplicar a mesma equação acima (Equação 1), colocando no lugar de C (Número de Conexões), o Número Máximo de Conexões (Cmax), calculado, por sua vez, a partir da Equação 2 (abaixo):

Cmax = (N – 1).N/2 —-> [Equação 2]

onde N = Número de nodos.

As duas equações são válidas para quaisquer números de nodos, inclusive para o caso limite de um mundo com dois nodos, no qual não há diferença entre rede distribuída e rede centralizada (hierarquia) e, portanto, não se pode falar propriamente de rede. Com efeito, para um mundo de dois elementos (N = 2): Cmax = 1. Neste caso, o Índice de Distribuição Máxima (Imax) será: Imax = 0 (ou seja, será nulo, indicando uma rede totalmente centralizada).

Vejamos alguns exemplos simples, de redes com pouquíssimos nodos. Para um mundo de três elementos (N = 3): Cmax = 3 e, conseqüentemente, Imax = 0,5; para um mundo de quatro elementos: Cmax = 6 e Imax = 12; para um mundo de cinco elementos: Cmax = 10 e Imax = 25; e assim por diante.

Para cada um dos diferentes números de nodos considerados acima (2; 3; 4; e 5), os valores de Imax (respectivamente 0; 0,5; 12; e 25) correspondem a 100% de distribuição. A partir daí podemos atribuir porcentagens a cada configuração possível da rede.

Por exemplo, no caso de um mundo de 4 elementos (N = 4), temos os seguintes valores de I: I = 0 (rede totalmente centralizada, correspondendo a 0% de distribuição); I = 3 (rede com 25% de distribuição); I = 4 (rede com 33% de distribuição); I = 8 (rede com 67% de distribuição); I = 8,3 (rede com 69% de distribuição); e, finalmente, I = 12 (rede com 100% de distribuição; ou seja, rede totalmente distribuída). E, nesse mundo (de quatro elementos), portanto, só temos 6 configurações possíveis de rede, seis topologias distintas.

Cabe repetir que uma rede totalmente distribuída (Imax) é um caso matemático limite, no qual a eliminação do nodo mais conectado não desconecta nenhum outro nodo da rede (ou seja, em que D = 0).

Não basta, entretanto, que D seja igual a zero para caracterizar uma rede totalmente distribuída. Também é necessário que C (número de conexões) seja máximo: C = Cmax (e essa variável, como vimos, depende apenas do número de nodos) e que E (número de conexões eliminadas com a eliminação do nodo mais conectado) seja mínimo.

A distribuição (medida pelo índice I) cresce com o número de conexões (C). E descresce com o crescimento de nodos desconectados e de conexões eliminadas, porém em razões distintas. Eliminar um nodo pode, em alguns casos, desconectar apenas mais um nodo e, simultaneamente, muitas conexões. O número de conexões eliminadas com a eliminação de um nodo é – na razão direta do número de nodos da rede (N) – muito maior do que o número de nodos desconectados. As duas variáveis – D e E – comportam-se, assim, de modo diferente para efeitos de distribuição.

Enquanto a Equação 2 é rigorosamente correta em termos matemáticos, a Equação 1, que estabelece um Índice de Distribuição, é uma definição, e, como tal, é uma convenção (arbitrária, portanto, como ocorre com qualquer índice). No entanto, ela pode ser muito útil à análise das topologias de rede na medida em que fornece os graus possíveis de distribuição, que vai de zero (Imin = 0, rede totalmente centralizada) até um Imax (correspondendo à rede totalmente distribuída).

Destarte, alguns teoremas sugestivos podem ser demonstrados com o auxílio dessa equação. Por exemplo, na rede com grau máximo de distribuição cada nodo tem o mesmo número de conexões do que o nodo central da rede com grau máximo de centralização. Não há aqui uma grande descoberta. Mas o tratamento adotado é sugestivo porquanto deixa claro que, em geral, toda vez que eliminamos nodos ou caminhos (conexões), criamos centralização (ou acrescentamos à rede algum grau de centralização, reduzindo o valor de I).

Um outro exemplo interessante do efeito ilustrativo do presente tratamento é o cálculo do número de configurações que correspondem a graus diferentes de distribuição. Em um mundo de cinco elementos conectados em rede, temos, entre a centralização máxima (Imin = 0 => 4 conexões) e a distribuição máxima (Imax = 25 => 10 conexões), 16 configurações intermediárias diferentes.

Entretanto, configurações diferentes não correspondem necessariamente a graus de distribuição diferentes. Para tratar desse assunto temos que introduzir um outro recurso descritivo: o que chamei de Matriz Topológica de Rede.

MATRIZ TOPOLÓGICA DE REDE

Não podemos determinar uma topologia de rede partindo apenas do número de nodos e do número de conexões. É necessário, para tanto, construir uma matriz que indique o número de conexões para cada nodo:

(N – n | Nx) —-> [Matriz 1]

onde N = Número de nodos;

n é um número inteiro que varia no intervalo (1, N -1); e,

x = N – n (esse formalismo abstruso foi introduzido aqui em virtude das limitações do editor de texto).

Por exemplo, para um mundo de cinco elementos em rede, usando a Matriz 1 geramos um total de 45 matrizes específicas, indicando, porém, vários conjuntos de números que não correspondem, todos, a configurações topologicamente possíveis, além de configurações diferentes para um mesmo índice de distribuição. Vamos examinar em separado cada um desses problemas.

Para um mundo de 5 elementos em rede temos:

N = 5; logo: N – 1 = 4; N – 2 = 3; N – 3 = 2; e N – 4 = 1. Assim, vamos, desde a rede totalmente centralizada, onde 4 nodos têm apenas 1 conexão e 1 nodo (central) tem 4 conexões:

Matriz N=5 (Centralizada)
(4 | 1)
(3 | 0)
(2 | 0)
(1 | 4)

até a rede totalmente distribuída, onde temos 4 nodos com 5 conexões e nenhum nodo com 3, 2 ou 1 conexões:

Matriz N=5 (Distribuída)
(4 | 5)
(3 | 0)
(2 | 0)
(1 | 0)

Entre esses dois limites, temos 43 possibilidades “algébricas” (vamos dizer assim), que não correspondem necessariamente a possibilidades topológicas.

Além disso, temos matrizes que apresentam um número ímpar de conexões totais, o que não é possível, pois todas as conexões são pares (P2P) ou transitivas e, assim, o resultado da divisão por 2 deve dar um número inteiro. Eliminadas tais impossibilidades (conexões com frações), restam:

1 configuração com 10 conexões = 1 topologia; 2 com 9 conexões (mas somente 1 é topologicamente possível) = 1; 4 com 8 (mas 2 são impossíveis) = 2; 5 com 7 (mas 1 é impossível) = 4; 5 com 6 (mas 2 são impossíveis) = 3; 4 com 5 = 4; 3 com 4 = 3; 1 com 3 (impossível) = 0.

Ou seja, temos aqui um total de 18 topologias possíveis, que não podem ser caracterizadas apenas pelo número de nodos e de conexões, mas se referem, em geral, a índices distintos de distribuição.

Nem sempre, porém. Continuando com nosso exemplo de um mundo de 5 elementos conectados em rede, podemos ter, com 5 conexões, quatro topologias distintas:

Matriz N = 5 | 5A
(4 | 1)
(3 | 0)
(2 | 2)
(1 | 2)

Para a topologia 5A, temos I = 3,75 (ou seja, 15% de distribuição).

Matriz N = 5 | 5B
(4 | 0)
(3 | 0)
(2 | 5)
(1 | 0)

Para essa topologia 5B, que poderia ser representada geometricamente pelo pentágono, temos I = 12,50 (ou seja, 50% de distribuição).

Matriz N=5 | 5C
(4 | 0)
(3 | 2)
(2 | 1)
(1 | 2)

Para a topologia 5C, temos I = 6,66 (ou seja 26,64% de distribuição).

Matriz N=5 | 5D
(4 | 0)
(3 | 1)
(2 | 3)
(1 | 1)

Para a topologia 5D, temos, igualmente, I = 6,66 (ou seja, como na topologia C, 26,64% de distribuição).

Ou seja, conquanto a Matriz 5C e a Matriz 5D representem sistemas com distribuições diferentes de conexões, elas têm o mesmo índice de distribuição. E conquanto possam ser representadas por grafos distintos, são redes equivalentes do ponto de vista da distribuição.

As muitas limitações desse meio digital (no caso, do sistema que envia as ‘Cartas Rede Social’) impedem a publicação dos diagramas (grafos) que facilitariam a compreensão dos trabalhos que estou tentando resumir aqui.

Brevemente quem tiver interesse no assunto vai encontrar uma exposição mais detalhada – e ilustrada com diagramas – no meu livro “A Rede: um índice de explorações imaginativas no multiverso das conexões ocultas que configuram o que chamamos de social”, previsto para vir à luz no segundo semestre deste ano.

Há aqui algum conhecimento novo, por certo. Mas caberia perguntar agora para que serve tal conhecimento. Essa é uma pergunta que matemáticos não fariam; não, pelo menos, dessa forma. Entretanto, os que estão interessados não apenas em compreender as redes, mas em aplicar tal compreensão para entender melhor o funcionamento da sociedade e poder elaborar e aplicar tecnologias de netweaving precisam fazer tal pergunta. Na próxima carta vou tentar oferecer algumas respostas.

Muito obrigado por sua atenção e pela paciência de ter chegado até aqui.

Até a ‘Carta Rede Social 169’ e um abraço do

Augusto de Franco
augusto@augustodefranco.com.br

17 de julho de 2008.

Conecte-se à Escola-de-Redes, uma rede de pessoas dedicadas à investigação teórica e à disseminação de conhecimentos sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving. Uma boa oportunidade para conhecer com profundidade o que são redes sociais. Para saber mais clique em http://www.escoladeredes.org
Para se conectar clique em http://escoladeredes.wordpress.com

Dados 6º Noturno – MKT Online

Caríssimo aluno, crie um bloco de notas com os dados requeridos abaixo. Depois de pronto,  envie uma cópia para o e-mail joaopaulopaes@yahoo.com.br  e favor colar a resposta com os respectivos endereços, logins, perfis nos comentários deste post (nenhuma resposta é obrigatória, apenas os dados básicos, as contas de e-mail e o registro dos blogs no Blogger – exige g-mail e do WordPress):

1 – Nome:

2 – Data de Nascimento:

3 – Cidade de Origem:

4 – Instituição/Faculdade/Curso/Período

5 – Religião/Time de Futebol/Visão Política

6 – E-mail – criar uma conta no Yahoo! e GMail

7 – Twitter

8 – Blog – criar conta no Blogger e no WordPress – Informar login

9 – Canal no YouTube, Perfil no Flickr

10 – Perfil no Orkut, Perfil MSN, Perfil Facebook ou outras redes sociais

Adicione > e @Jkerouac

Transcodificação de música em sentimento

A Internet é uma revolução! A mudanção social é tanto da informação quanto da forma como ela pode ser acessada e distribuída. O site StereoMood é a prova “viva” do que a rede pode realizar de fantástico. A página inicial exibe uma lista de tags (etiquetas) com termos relacionados à sensações, ritmos, momentos, situações. Ou seja, subjetividades, coisas que “só existem na nossa cabeça”, mas que fazem o mundo rodar e rodar e rodar.

O que a música desperta em você?

Ao clicar em uma das Tags, o site abre uma lista com as músicas relacionadas ao termo consultado.

Lista com músicas de viagem (Road Trips).

O site é uma iniciativa de um quarteto de italianos que trabalha na MTV.IT. O projeto teve início há três anos e seus fundadores quiserem oferecer uma nova forma de se classificar a música: pelas sensações. Para conhecer melhor o projeto, leia a entrevista concedida a um site espanhol.

Moral da história: para conseguir projetos de Web, seja criativo e pense em como é possível facilitar as coisas para o público.

III Semana de Pesquisadores de Arte UFRJ

http://seminarioppgartes.blogspot.com/

Muito mais do que simplesmente válido para as áreas de Comunicação, o seminário é também um modelo de uso simples e prático da Web. É um blog que informa sobre todo o processo, de forma dinâmica e de fácil intuição.

Além dos botões de distribuição de conteúdo (no roda pé) que ajuda na divulgação do evento.

Estágio em Produtora

Produtora de vídeo (Juiz de Fora) procura estagiário com prática e portfólio em ADOBE AFFTER EFFECT e PHOTOSHOP (a partir CS3).

20 horas semanais

REMUNERADO

Interessados, entrem em contato pelos “comentários” e enviem links com vídeos e outros trabalhos (mesmo os de faculdade e autorais).