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Dicas de #telejornalismo

Esse post foi originalmente publicado em http://ojornalista.com/ – clique na imagem para ter acesso ao texto no local de origem.

Ninguém melhor para ensinar um certo assunto do que alguém que trabalha e possui experiência em determinada área. No caso do telejornalismo, que tal aprender com quem está há quase 20 anos no ofício e é correspondente internacional da Rede Globo de Televisão em Nova Iorque?

Apaixonado por tecnologia, ciência, internet e pelo Grêmio, o jornalista e repórter de TV Flávio Fachel transmite quase que diariamente em seu Twitter dicas sobre telejornalismo aos seus mais de 12 mil seguidores.

Para Fachel, em entrevista ao Bola da Foca, “o twitter é um canal onde você pode ter um contato que, antes, se dava em apenas uma via e de forma restrita ao trabalho produzido na TV”.

Formado em Comunicação Social pela Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS (FAMECOS), iniciou sua carreira como repórter de televisão em 1991, na emissora RBN (Manaus, AM), na época afiliada à Rede Manchete.

“As dicas de telejornalismo têm o objetivo de ser minha colaboração no universo do twitter para a melhoria da qualidade da produção jornalística no Brasil”, explica.

Em breve, Fachel pretende reunir as suas melhores dicas em um livro. Por enquanto, selecionei aqui 25 dicas que considerei muito úteis! Vamos a elas:

  • A reportagem acontece na rua.
  • Para identificar o “peso” de uma pauta, faça a pergunta: “por que isso é importante para meu telespectador”?
  • Preste atenção no que dizem as pessoas do povo. É delas que saem as melhores reportagens.
  • Valorize o cinegrafista. Não existe TV sem imagem.
  • A imagem orienta o texto.
  • Faça de cada matéria uma chance para aprender mais sobre as coisas.
  • A verdade está encerrada no fato. Depois, existem apenas as versões.
  • Qualquer imagem produzida por uma equipe de TV já é uma versão do fato que está sendo noticiado.
  • Deixe claro para o telespectador o que é opinião e o que é notícia.
  • Guarde o material bruto gravado até o VT ir ao ar.
  • O cinegrafista precisa saber o que o repórter pensa sobre a matéria para produzir as imagens adequadas.
  • Antes de gravar a entrevista, converse com o entrevistado sobre o assunto.
  • Antes de sair para uma externa, verifique se as baterias estão carregadas.
  • Segure o microfone de maneira natural. Cuidado com o dedo polegar que parece apertar um “botão misterioso”.
  • Se você for muito alto e o cinegrafista baixinho, abra um pouco as pernas para parecer mais baixo na imagem. Ajuda bastante.
  • Se vc usa terno e tirar o paletó porque está quente, tire também a gravata para não parecer um vendedor de aspirador de pó.
  • Entrevistas muito longas dão ao editor mais opções de corte e ao entrevistado a sensação de que sua fala foi “manipulada”.
  • Quando houver polêmica entre dois lados, diga aos entrevistados qual é a opinião de todos. Matéria de TV não é pegadinha.
  • O entrevistado NUNCA segura o microfone do repórter. Se for ao vivo e ele tentar pegar, simplesmente não solte.
  • Em tragédias, evite perguntas como “a tristeza é grande?” ou o clássico “e agora?”
  • Quando o cabo do microfone estiver atrapalhando, passe o fio por dentro da calça.
  • Em entrevistas longas, cronometre em seu relógio e marque os pontos mais importantes. Depois, a edição ficará mais fácil.
  • Antes de começar a escrever o texto, tente ver todo o material que foi gravado.
  • Raramente o primeiro texto escrito para a matéria será o texto definitivo.
  • Se o telespectador acha o programa ruim, ele muda de canal ou desliga a TV.

Quem quiser acompanhar as dicas do Flávio Fachel, basta segui-lo em seu Twitter: @FlavioFachel. Fica a dica! :)

A RESISTÊNCIA DA ESCRITA

Enquanto espécie temos mais de um milhão de anos. Nossa sociedade iniciou seus sedimentos por volta de 10 mil anos do agora, mas somente entre 5000 a.C e 2000 a.C. passamos a codificar o som de nossas palavras em marcações sobre superfícies. Evidentemente, no ocidente, os gregos são os responsáveis pela disseminação da escrita. O que ocorre no século IX a.C. Segundo Pierre Lévy, a escrita surge como o segundo tempo da inteligência humana. A primeira havia sido a oralidade e a atual é a digitalização do mundo, das pessoas, das relações, através de uma rede interconectada, multimídia, adaptativa, colaborativa e, sobretudo, informacional. Além disso, na terceira Era, a tecnologia se aliou à comunicação, assim escrita, leitura, visão, audição, criação, aprendizagem são capturados por uma informática cada vez mais avançada. Todavia este progresso, por um lado é previsível por conta do volume de novas relações que são estabelecidas cotidianamente – novos usuários, novas trocas, práticas, utilizações etc.

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